sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

FOLCLORE DA REGIÃO CENTRO-OESTE


Na região Centro-Oeste do Brasil, que é formada pelos estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal existe uma diversidade cultural ricamente influenciada pelas culturas indígena, boliviana e paraguaia.
Além disso, a região recebeu influência de inúmeros migrantes, em função do limite que essa região faz com todas as outras regiões do Brasil - Nordeste, Norte, Sudeste e Sul, fato que não ocorre em nenhuma outra.



Festas

Cavalhada é a festa mais conhecida da região. Trata-se da encenação de uma batalha medieval realizada ao ar livre, onde um grupo de cavaleiros se veste de azul - representando os cristãos, e um grupo de cavaleiros se veste de vermelho - representando os mouros.
A festa tem a duração de três dias, cujo desfecho é a vitória dos cristãos sobre os mouros e a conversão destes para o cristianismo.

 Em Pirenópolis, ocorre uma das mais significativas Cavalhadas do Brasil a festa é cartaz turístico e leva milhares de pessoas ao Estado de Goiás.

Cavalhadas em Pirenópolis

 O Fogaréu é outra importante festa típica da região Centro-Oeste que, igualmente, tem lugar em Goiás e é cartaz turístico.
Trata-se de uma procissão em que é encenada a prisão de Jesus e, assim, se realiza na Semana Santa.

Fogaréu

Além dessas festas, são ainda comemoradas: Folia de Reis, Festa do Divino, Festa de São Benedito, Romarias do Divino Pai Eterno, Congada de Catalão, Nossa Senhora dos Navegantes, entre outras.



Danças
As danças mais conhecidas na região Centro-Oeste são:

Siriri

siriri

Dança religiosa, é dançada por homens, mulheres e crianças, ao som da viola de cocho - instrumento típico da região, do ganzá e do mocho. Ao dançar os dançarinos brincam como se fossem índios.

Cururu

cururu

È uma dança exclusivamente masculina, que ocorre ao som da viola de mocho, do reco-reco e do ganzá, bem como do desafio dos repentistas - herança dos migrantes paulistas. É uma dança de cunho religioso, está presente especialmente nas festas do Divino Espírito Santo.



Lendas

Saci-pererê
O Saci aparece no meio de um redemoinho e some quando ele quer. Vive aprontando travessuras com as pessoas e maltratando os animais. Usa sempre um gorro vermelho e não larga o cachimbo da boca. Ele é negrinho e tem uma perna só. Quem conseguir arrancar o gorro da cabeça dele, pode pedir a recompensa que quiser.



Lobisomem
Quando está em forma de gente, é bem magro, pálido e mal-humorado. Nas noites de lua cheia, transforma-se em um bicho enorme, peludo, com grandes orelhas, parecido com um lobo. Sua ruindade é tanta que ele pode matar aquele que cruzar o seu caminho. Com as primeiras luzes do dia, ele corre por 7 cemitérios, vilas e encruzilhadas até voltar à sua forma humana. Conta a lenda que se um menino nascer depois de 7 irmãs, ele vira lobisomem quando fizer 13 anos.


Mãe-de-ouro

A Mãe-de-Ouro Possui a aparência de uma linda mulher loira, com cabelos compridos dourados que reflete a luz do Sol. Aparece sempre trajada de um longo vestido de seda branco. Em algumas regiões, a Mãe-de-ouro é também representada por uma bola de fogo que tem a capacidade de se transformar nesta linda mulher.
De acordo com a lenda, a Mãe-de-Ouro tem a capacidade de voar pelos ares, indicando os locais onde existem jazidas de ouro que não devem ser exploradas pelo homem. Desta forma, é uma espécie de protetora destes depósitos naturais de ouro.

Há também versões de que a Mãe-de-ouro atue como uma defensora das mulheres que são maltratadas pelos maridos. De acordo com a lenda, a Mãe-de-ouro atrairia homens casados para uma caverna, libertando assim as esposas destes maridos e colocando no caminho delas homens bons.

Esta lenda do folclore brasileiro surgiu, provavelmente, no auge da época do Ciclo do Ouro (século XVIII), nas regiões auríferas (Minas Gerais, Goiás e Bahia).


Pé-de-garrafa
A lenda diz que o Pé de Garrafa é um bicho homem, cujo corpo é coberto de pelos, exceto ao redor do umbigo, que tem a coloração branca, ponto que lhe é vulnerável.
Seu pé é no formato de um fundo de garrafa, motivo esse que faz com que se locomova aos pulos, deixando no chão, um rastro com marca de fundo de garrafa,  sua ocorrência é sempre à meia-noite.
Segundo o relato dos caçadores ouve-se apenas o grito que ecoa pelas matas 
Solta fortes assobios para comunicar que é dono do território, podendo até hipnotizar aquele que se atreve a encará-lo.
A vítima que é pega pelo Pé de Garrafa ou tem sua alma aprisionada em seu pé ou é devorado pelo monstro. As únicas formas de fugir do Pé de Garrafa é atravessando um ponto de água corrente ou acertando o umbigo do monstro.



Comidas & Bebidas Típicas

A culinária do centro-oeste é bastante marcada pela pecuária com o consumo de carnes caprina, suína e bovina. Teve contribuição também da culinária indígena de onde surgiu o consumo de raízes, como a mandioca.
Então, conheçamos um pouco mais sobre a cultura alimentícia da região, suas comidas e bebidas típicas.


DISTRITO FEDERAL

Esses são os pratos típicos de Brasília: filé de tatu, bife de capivara, pato no tucupi, carnes de sol e de jacaré. Além disso, a gastronomia do Distrito Federal  também possui uma variedade de temperos que está presente em toda a região centro-oeste: jurubeba, pequi, açafrão, gengibre etc.

carne de capivara 
 sopa paraguaia

 pato ao tucupi


GOIÁS

Em Goiás, a culinária é bem variada, caseira e possui traços da cozinha mineira.
Os bandeirantes trouxeram para o estado comidas típicas de outras regiões, como feijão-tropeiro, carne-seca, toucinho, e o arroz de carreteiro, que em Goiás se chama Maria Izabel. Outros pratos típicos de Goiás são: arroz com pequi, guariroba, peixe assado com creme de coco, empadão recheado com frango, tutu com linguiça, manjar branco com calda de ameixa. Entre as frutas, o povo goiano gosta do pequi.

 arroz com pequi
tutu com linguiça 
peixe assado ao molho de côco


MATO GROSSO

A maioria dos pratos típicos é à base de peixes (de água doce), dentre eles: pintado, pacu, pacupeba, piabucu, piraputanga e dourado. São criados pratos como costela de pacu frita ou ensopado de filete de pintado, por exemplo. É comum consumir como acompanhamento arroz, pirão e farofa de banana. Um dos pratos típicos que faz sucesso é o caldo de piranha
Um dos pratos mais conhecidos é o Mojica, feito com Pintado. O arroz com pequi também é um prato muito apreciado, que vem acompanhado com banana-da-terra, assim como toda a variedade de peixes.
 mojica
 caldo de piranha
 piraputunga assada
pacu assado


MATO GROSSO DO SUL

Grande parte dos pratos é feitos com carne e peixe. Assim como acontece em Mato Grosso, os peixes são consumidos com a banana-da-terra. Entre outros pratos estão: Moqueca de peixe, arroz-carreteiro com charque, caldo de piranha.
 A culinária do Mato Grosso do Sul recebeu influência das culinárias da Argentina, da Bolívia e do Paraguai. Como por exemplo: da Bolívia, de onde originou o salteñas, pastéis recheado com frango e depois assados e do Paraguai as chipas, uma sopa muito saborosa.
A população também tem o costume de beber chá gelado, e comer bolo feito com milho.

 chipas
 salteñas
peixe com banana da terra



BEBIDAS TÍPICAS

Não há grandes diferenças entre os estados quanto às bebidas. São elas:

*      Capilé
*      Chocolate goiano
*      Gengibirra
*      Jacuba
*      Leite de onça
*      Licores
*      Ponche goiano
*      Sembereba
*      Vinho de caju

Artesanato


O artesanato do Centro-Oeste é rico e fortemente influenciado pela cultura indígena.

 cerâmica indígena
 artesanato com capim dourado
 cerâmicas

artesanato com madeira



Fonte:

POSTAGEM: Mônica Regina da Cruz Corrêa Moreira

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Ilustrações sobre o Folclore da Região Norte Brasileira


Celebração Indígena



Três Reis Magos - Folia de Reis

Congada


Festival de Parintins


Artesanato Indígena




Sobre as Danças e Festivais da Região Norte do Brasil

Vamos falar um pouco sobre algumas danças e festivais da Região Norte Brasileira. Em alguns pontos, acabaremos nos repetindo quanto a outra postagem que já citamos sobre, mas pensamos que quanto mais informação, melhor fica  =)

Amazonas (AM)
Dança Camaleão

Essa dança utiliza pares separados, que fazem uma coreografia com passos distintos, chamados de jornadas. São duas fileiras de mulheres e homens, realizando diversos passos, os quais terminam no passo inicial. As roupas também são importantes; os homens usam fraque de abas, colete, meias longas, gravata e sapato preto. Já para as mulheres, a vestimenta é composta por saias longas, meias brancas, sapatos e blusas folgadas. A música que embala os dançarinos utiliza o violão, cavaquinho e rabeca.

Dança do Maçarico

Essa dança é constituída de dançarinos em duplas que fazem cinco movimentos durante a Dança do Maçarico: Charola, Roca-roca, Repini-co, Maçaricado e 'Geleia de Mocotó'. Os passos variam entre lentos e ligeiros e a umbigada. As músicas que embalam os dançarinos são tocadas com a ajuda da viola, tambores, rabeca e sanfonas.

Desfeitera

Essa dança é constituída de pares que dançam de forma livre e os dançarinos devem apenas passar pelo menos uma vez na frente do grupo musical. Caso a banda encerre a música no momento em que um casal estiver passando, é feita a escolha do homem ou da mulher para que declame versos. Caso ele não consiga esse feito, a pessoa será vaiada e terá que pagar uma prenda, ou seja, será 'desfeitado'.

Pará (PA)

Carimbó

O nome da dança é de origem indígena com os nomes Curi, que significa pau oco, e M'bó, que significa furado. Os homens devem trajar uma calça curta no estilo pescador e uma camisa que contenha estampas. As mulheres utilizam uma saia rodada e com estampas, uma blusa, colares e flores presas aos cabelos. Os dançarinos a executam com os pés no chão.
Os homens batem palmas para as dançarinas e isso é o indício de que elas estão sendo chamadas para dançar também. Em forma de roda, as mulheres balançam a saia para que ela atinja a cabeça de seu parceiro. O ato é realizado no intuito de humilhar o homem para que ele saia da dança. Um dos momentos mais importantes ocorre quando cada casal vai para o centro da roda e o homem deve apanhar um lenço com a boca, que foi jogado no chão pelo seu par. Se o feito for satisfatório, ele recebe aplausos. Caso ele não consiga, a mulher joga a saia em seu rosto e ele deve sair da dança.

Marambiré


Essa dança é considerada uma representante da alegria dos negros no Brasil após a Abolição da Escravidão. Ela é caracterizada por uma marcha que mescla a religião e o profano. Ela é realizada por duplas e sempre aparece durante os festivais no estado.

Lundu Marajoara


Tem origem africana e é muito sensual, pois a intenção dela é mostrar o convite do homem para ter um encontro sexual com a mulher. Primeiro, há uma recusa; porém, ele insiste e ela aceita. A Lundu Marajoara mostra o ato com o passo da umbigada, quando acontecem movimentos de dança mais sensuais. As mulheres utilizam saias coloridas e blusas rendadas. Já os homens vestem calças de preferência na cor branca. Essa dança também recebe a ajuda de instrumentos como o banjo, cavaquinho e clarinete.

Marujada


A dança é uma homenagem a São Benedito e acontece em três ocasiões: Natal, dia de São Benedito e no dia 1º de janeiro. Os homens e mulheres que participam recebem o nome de marujos e marujas. Eles bailam pela cidade, reproduzindo o gesto de um barco na água. As mulheres ordenam a dança e os homens participam com os instrumentos musicais, como tambores e violinos.

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A capital do Amazonas é o centro financeiro, corporativo e econômico da região norte do Brasil que também é uma das regiões mais conhecidas por turistas internacionais. O que chama a atenção e curiosidade dos viajantes, certamente são as representações de cultura predominante dessa região. O folclore é o conjunto de criações baseadas em sua identidade cultural, social e costumes. Aqui estão listados quatro dos principais festivais folclóricos da região norte do país.

Festival Folclórico de Manaus
Reúne diversos bairros da capital e conta com milhares de pessoas para comemorar e expandir a arte e cultura local, além de ser um dos mais tradicionais. Acontece todos os anos entre junho e agosto com a participação de mais de 100 grupos folclóricos que apresentam danças, quadrilhas, coreografias regionais e tribos.

Festival de Parintins
Também é um dos maiores divulgadores da cultura regional e acontece sempre na última semana do mês de junho, explorando as temáticas regionais, como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos utilizando alegorias e encenações. Cerca de 400 ritmistas comandam a música que é tocada em todo o evento resgatando canções passadas de mitos e lendas da floresta amazônica.

Festival Folclórico de Sairé
Acontece há mais de 300 anos pela comunidade de Alter do Chão, em Santarém. A programação inclui o levantamento de mastros enfeitados, procissão e ladainhas, além de exibições de diversas manifestações folclóricas e shows. Conta a lenda que Sairé foi criado pelos índios como forma de agradecimento e homenagem aos portugueses, que colonizaram o Médio e Baixo Amazonas. A origem do Sairé também é atribuída aos frades Jesuítas, que teriam criado o símbolo para ajudar na catequese dos indígenas.

Festival Folclórico de Juriti
Retratando a cultura indígena e o modo de vida do caboclo em formas de rituais, esse festival é realizado sempre no último final de semana do mês de julho ou início de agosto. O palco das apresentações é o “Tribódromo” e oferece ao público cordões de pássaros, quadrilhas, bumba-meu-boi e carimbó.



Disponível em: <http://blog.bestday.com.br/festivais-folcloricos-na-regiao-norte-do-brasil/>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.
Disponível em: <http://dancas-tipicas.info/regiao-norte.html>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.

Sobre as Lendas da Região Norte do Brasil

As lendas fazem parte do imaginário e da cultura de determinada região ou país. No caso do Brasil, grande parte das lendas contadas às crianças são originárias ou têm raízes na região norte do país, e envolvem os povos da floresta.

As lendas brasileiras surgiram da mistura de raças e culturas que marcaram a nação no período da colonização portuguesa. As lendas são histórias que passam de geração para geração e que guardam importantes elementos do imaginário popular.

Na região da Amazônia vive a população indígena brasileira, responsável por grande parte das histórias e lendas que marcam o folclore da região norte.

Lenda do Boitatá – Essa lenda fala de uma cobra gigante que vivia em repouso no tronco de uma árvore da floresta. Um dia, essa cobra despertou faminta e começou a comer os olhos dos animais. A cobra soltava labaredas de fogo pela cabeça. Há quem acredite que o Boitatá assusta as pessoas que entram na floresta durante a noite.

Lenda do Boto Cor-de-Rosa – o boto cor-de-rosa vive nos rios da Amazônia. Segunda a lenda, ele sai nas primeiras horas da noite e se transforma num lindo jovem vestido com roupas brancas. Ele também usa um chapéu branco. O boto seduz jovens solteiras e leva as mulheres para um passeio no fundo do rio, onde costuma engravidá-las. Muitas mulheres da floresta afirmam ter filhos do boto cor-de-rosa.


Lenda do Curupira - O Curupira é uma entidade que protege a fauna e a flora da floresta. O Curupira é conhecido por ter os pés voltados para trás.

A Lenda do Mapinguari – O Mapinguari é um monstro da Amazônia. Ele vive no Pará, Amazonas e Acre. O monstro fica perto das margens desertas dos grandes lagos e lagoas da floresta.

Lenda da Iara – A Iara é uma sereia que atrai os homens com seu canto mágico. Ela leva as pessoas para o fundo do rio. Segundo a lenda, os homens sempre são atraídos pela beleza de Iara.

A Lenda da Vitória Régia – Essa lenda conta que a Lua era um deus que namorava lindas índias. A jovem guerreira Naiá sonhava com a Lua e esperava o dia em que ela teria a chance de namorar com o deus Lua. Essa paixão virou obsessão. Numa noite, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida nas águas, decidiu se banhar ali e acabou morrendo afogada. Comovido pela situação, o deus Lua transformou a jovem em uma estrela das águas, a Vitória-régia.


Disponível em: <http://www.grupoescolar.com/pesquisa/lendas-da-regiao-norte.html>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.

O Folclore na Região Norte do Brasil

Os estados que compõem a região Norte do Brasil são: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Essa é a maior região brasileira em extensão territorial (3.853.397,2 km²), corresponde a aproximadamente 42% do território nacional e seu contingente populacional é de 15 milhões de habitantes, composto por indígenas e imigrantes: gaúchos, paranaenses, paulistas, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos.

            Todos esses fatores contribuem para a pluralidade cultural, composta por diversas danças, crenças, comidas, festas, dentre outros aspectos que integram a cultura de um povo.

            Os índios realizam inúmeros rituais, cada tribo expressa sua crença e tradição, havendo diferenciação nos elementos culturais. Em suas celebrações, os índios normalmente, se pintam e usam vários acessórios, por motivos de vaidade ou questões religiosas.

O Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas realizadas no Brasil e no mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da cidade de Belém, capital do estado do Pará, ato representado por um grandioso espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

            A Festa do Divino é de origem portuguesa. Uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo. Os festejos iniciam-se após a quaresma, com a saída da bandeira do Divino. A bandeira é vermelha e possui uma pomba branca, além de várias fitas coloridas.

            Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância, realizado na região Norte.

            A Folia de Reis é uma manifestação cultural muito comum nos estados que compõem a referida região, na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo, encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados relacionados a essa festa, afirmam que sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, simbolizando a comemoração do nascimento de Cristo.

Na cidade de Taguatinga, localizada no sul do estado do Tocantins, as Cavalhadas acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual inicia-se com a benção do sacerdote aos cavalheiros, juntamente com a entrega das lanças usadas nos treinamentos para a batalha ao imperador, simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador. É a representação de uma batalha de cunho religioso entre mouros e cristãos,  na qual estes últimos acabam vencendo, e ocorre a submissão dos mouros ao cristianismo.

            O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica no que se refere à religiosidade. É popular em toda a região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
A congada é a representação da coroação do rei e da rainha, eleitos pelos escravos, e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. O término ocorre na igreja com a realização do batizado dos infiéis.

            O Boi-Bumbá é uma vertente do Bumba Meu Boi, muito praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, correspondendo à primeira expressão de teatro popular brasileiro.

O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do Boi-Bumbá, realizado desde 1913. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho) e o Boi Caprichoso (azul), sendo destinadas a elas três horas para cada apresentação. São três noites de apresentação, nas quais são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais, como: lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos. Anualmente, aproximadamente 35 mil pessoas prestigiam essa manifestação cultural.

O carimbó é um estilo musical de origem negra, uma manifestação cultural marcante no estado do Pará. A dança é realizada em pares e são formadas duas fileiras de homens e mulheres, quando a música é iniciada os homens se direcionam às mulheres batendo palmas; formados os pares, eles ficam girando em torno de si mesmos.

O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São produzidos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.

            Destacam-se os trabalhos artesanais indígenas, muito utilizados como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajás são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.

            O capim dourado é muito utilizado pelos artesãos tocantinenses, é uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites e suplast. Hoje são confeccionados aproximadamente 50 tipos de produtos, com uma característica peculiar - todos com formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.

A culinária é influenciada pela cultura indígena, baseada na mandioca e em peixes. A carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus, o tacacá é tomado direto na cuia indígena, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta de cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará. Outros elementos da culinária nortista são: tapioca, farofas, canjica, mingau, mundico-e-zefinha (doce de cupuaçu com queijo de Marajó, feito com o leite de búfala), ariá (espécie de rabanete), etc.

Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/cultura-regiao-norte.htm>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.


Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/aspectos-culturais-regiao-norte.htm>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.

Curiosidade:O Dia do Folclore




O Dia do Folclore é comemorado, em quase todo o mundo, no dia 22 de agosto.
Foi nessa data, em 1846, que o escritor e colecionador de antiguidades William John Thoms, criou essa denominação - através da palavra folklore (em inglês, folk, que significa povo e Iore, que significa estudo). Ou seja, aquilo que nasceu do povo de forma natural e espontânea.


POSTAGEM: Mônica Regina da Cruz Corrêa Moreira


DANÇAS FOLCLÓRICAS

♫♫DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS


 
POSTAGEM: Mônica Regina da Cruz Corrêa Moreira