quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sobre as Danças e Festivais da Região Norte do Brasil

Vamos falar um pouco sobre algumas danças e festivais da Região Norte Brasileira. Em alguns pontos, acabaremos nos repetindo quanto a outra postagem que já citamos sobre, mas pensamos que quanto mais informação, melhor fica  =)

Amazonas (AM)
Dança Camaleão

Essa dança utiliza pares separados, que fazem uma coreografia com passos distintos, chamados de jornadas. São duas fileiras de mulheres e homens, realizando diversos passos, os quais terminam no passo inicial. As roupas também são importantes; os homens usam fraque de abas, colete, meias longas, gravata e sapato preto. Já para as mulheres, a vestimenta é composta por saias longas, meias brancas, sapatos e blusas folgadas. A música que embala os dançarinos utiliza o violão, cavaquinho e rabeca.

Dança do Maçarico

Essa dança é constituída de dançarinos em duplas que fazem cinco movimentos durante a Dança do Maçarico: Charola, Roca-roca, Repini-co, Maçaricado e 'Geleia de Mocotó'. Os passos variam entre lentos e ligeiros e a umbigada. As músicas que embalam os dançarinos são tocadas com a ajuda da viola, tambores, rabeca e sanfonas.

Desfeitera

Essa dança é constituída de pares que dançam de forma livre e os dançarinos devem apenas passar pelo menos uma vez na frente do grupo musical. Caso a banda encerre a música no momento em que um casal estiver passando, é feita a escolha do homem ou da mulher para que declame versos. Caso ele não consiga esse feito, a pessoa será vaiada e terá que pagar uma prenda, ou seja, será 'desfeitado'.

Pará (PA)

Carimbó

O nome da dança é de origem indígena com os nomes Curi, que significa pau oco, e M'bó, que significa furado. Os homens devem trajar uma calça curta no estilo pescador e uma camisa que contenha estampas. As mulheres utilizam uma saia rodada e com estampas, uma blusa, colares e flores presas aos cabelos. Os dançarinos a executam com os pés no chão.
Os homens batem palmas para as dançarinas e isso é o indício de que elas estão sendo chamadas para dançar também. Em forma de roda, as mulheres balançam a saia para que ela atinja a cabeça de seu parceiro. O ato é realizado no intuito de humilhar o homem para que ele saia da dança. Um dos momentos mais importantes ocorre quando cada casal vai para o centro da roda e o homem deve apanhar um lenço com a boca, que foi jogado no chão pelo seu par. Se o feito for satisfatório, ele recebe aplausos. Caso ele não consiga, a mulher joga a saia em seu rosto e ele deve sair da dança.

Marambiré


Essa dança é considerada uma representante da alegria dos negros no Brasil após a Abolição da Escravidão. Ela é caracterizada por uma marcha que mescla a religião e o profano. Ela é realizada por duplas e sempre aparece durante os festivais no estado.

Lundu Marajoara


Tem origem africana e é muito sensual, pois a intenção dela é mostrar o convite do homem para ter um encontro sexual com a mulher. Primeiro, há uma recusa; porém, ele insiste e ela aceita. A Lundu Marajoara mostra o ato com o passo da umbigada, quando acontecem movimentos de dança mais sensuais. As mulheres utilizam saias coloridas e blusas rendadas. Já os homens vestem calças de preferência na cor branca. Essa dança também recebe a ajuda de instrumentos como o banjo, cavaquinho e clarinete.

Marujada


A dança é uma homenagem a São Benedito e acontece em três ocasiões: Natal, dia de São Benedito e no dia 1º de janeiro. Os homens e mulheres que participam recebem o nome de marujos e marujas. Eles bailam pela cidade, reproduzindo o gesto de um barco na água. As mulheres ordenam a dança e os homens participam com os instrumentos musicais, como tambores e violinos.

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A capital do Amazonas é o centro financeiro, corporativo e econômico da região norte do Brasil que também é uma das regiões mais conhecidas por turistas internacionais. O que chama a atenção e curiosidade dos viajantes, certamente são as representações de cultura predominante dessa região. O folclore é o conjunto de criações baseadas em sua identidade cultural, social e costumes. Aqui estão listados quatro dos principais festivais folclóricos da região norte do país.

Festival Folclórico de Manaus
Reúne diversos bairros da capital e conta com milhares de pessoas para comemorar e expandir a arte e cultura local, além de ser um dos mais tradicionais. Acontece todos os anos entre junho e agosto com a participação de mais de 100 grupos folclóricos que apresentam danças, quadrilhas, coreografias regionais e tribos.

Festival de Parintins
Também é um dos maiores divulgadores da cultura regional e acontece sempre na última semana do mês de junho, explorando as temáticas regionais, como lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos utilizando alegorias e encenações. Cerca de 400 ritmistas comandam a música que é tocada em todo o evento resgatando canções passadas de mitos e lendas da floresta amazônica.

Festival Folclórico de Sairé
Acontece há mais de 300 anos pela comunidade de Alter do Chão, em Santarém. A programação inclui o levantamento de mastros enfeitados, procissão e ladainhas, além de exibições de diversas manifestações folclóricas e shows. Conta a lenda que Sairé foi criado pelos índios como forma de agradecimento e homenagem aos portugueses, que colonizaram o Médio e Baixo Amazonas. A origem do Sairé também é atribuída aos frades Jesuítas, que teriam criado o símbolo para ajudar na catequese dos indígenas.

Festival Folclórico de Juriti
Retratando a cultura indígena e o modo de vida do caboclo em formas de rituais, esse festival é realizado sempre no último final de semana do mês de julho ou início de agosto. O palco das apresentações é o “Tribódromo” e oferece ao público cordões de pássaros, quadrilhas, bumba-meu-boi e carimbó.



Disponível em: <http://blog.bestday.com.br/festivais-folcloricos-na-regiao-norte-do-brasil/>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.
Disponível em: <http://dancas-tipicas.info/regiao-norte.html>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.

Sobre as Lendas da Região Norte do Brasil

As lendas fazem parte do imaginário e da cultura de determinada região ou país. No caso do Brasil, grande parte das lendas contadas às crianças são originárias ou têm raízes na região norte do país, e envolvem os povos da floresta.

As lendas brasileiras surgiram da mistura de raças e culturas que marcaram a nação no período da colonização portuguesa. As lendas são histórias que passam de geração para geração e que guardam importantes elementos do imaginário popular.

Na região da Amazônia vive a população indígena brasileira, responsável por grande parte das histórias e lendas que marcam o folclore da região norte.

Lenda do Boitatá – Essa lenda fala de uma cobra gigante que vivia em repouso no tronco de uma árvore da floresta. Um dia, essa cobra despertou faminta e começou a comer os olhos dos animais. A cobra soltava labaredas de fogo pela cabeça. Há quem acredite que o Boitatá assusta as pessoas que entram na floresta durante a noite.

Lenda do Boto Cor-de-Rosa – o boto cor-de-rosa vive nos rios da Amazônia. Segunda a lenda, ele sai nas primeiras horas da noite e se transforma num lindo jovem vestido com roupas brancas. Ele também usa um chapéu branco. O boto seduz jovens solteiras e leva as mulheres para um passeio no fundo do rio, onde costuma engravidá-las. Muitas mulheres da floresta afirmam ter filhos do boto cor-de-rosa.


Lenda do Curupira - O Curupira é uma entidade que protege a fauna e a flora da floresta. O Curupira é conhecido por ter os pés voltados para trás.

A Lenda do Mapinguari – O Mapinguari é um monstro da Amazônia. Ele vive no Pará, Amazonas e Acre. O monstro fica perto das margens desertas dos grandes lagos e lagoas da floresta.

Lenda da Iara – A Iara é uma sereia que atrai os homens com seu canto mágico. Ela leva as pessoas para o fundo do rio. Segundo a lenda, os homens sempre são atraídos pela beleza de Iara.

A Lenda da Vitória Régia – Essa lenda conta que a Lua era um deus que namorava lindas índias. A jovem guerreira Naiá sonhava com a Lua e esperava o dia em que ela teria a chance de namorar com o deus Lua. Essa paixão virou obsessão. Numa noite, a moça chegou à beira de um lago, viu a lua refletida nas águas, decidiu se banhar ali e acabou morrendo afogada. Comovido pela situação, o deus Lua transformou a jovem em uma estrela das águas, a Vitória-régia.


Disponível em: <http://www.grupoescolar.com/pesquisa/lendas-da-regiao-norte.html>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.

O Folclore na Região Norte do Brasil

Os estados que compõem a região Norte do Brasil são: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Essa é a maior região brasileira em extensão territorial (3.853.397,2 km²), corresponde a aproximadamente 42% do território nacional e seu contingente populacional é de 15 milhões de habitantes, composto por indígenas e imigrantes: gaúchos, paranaenses, paulistas, nordestinos, africanos, europeus e asiáticos.

            Todos esses fatores contribuem para a pluralidade cultural, composta por diversas danças, crenças, comidas, festas, dentre outros aspectos que integram a cultura de um povo.

            Os índios realizam inúmeros rituais, cada tribo expressa sua crença e tradição, havendo diferenciação nos elementos culturais. Em suas celebrações, os índios normalmente, se pintam e usam vários acessórios, por motivos de vaidade ou questões religiosas.

O Círio de Nazaré é uma das maiores e mais belas procissões católicas realizadas no Brasil e no mundo. Reúne, anualmente, cerca de dois milhões de romeiros numa caminhada de fé pelas ruas da cidade de Belém, capital do estado do Pará, ato representado por um grandioso espetáculo em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, a mãe de Jesus.

            A Festa do Divino é de origem portuguesa. Uma da mais cultuadas em Rondônia, reúne centenas de fiéis nos meses de abril, maio e junho, proporcionando um belo espetáculo. Os festejos iniciam-se após a quaresma, com a saída da bandeira do Divino. A bandeira é vermelha e possui uma pomba branca, além de várias fitas coloridas.

            Jerusalém da Amazônia é a segunda maior cidade cenográfica do mundo, onde se encena a Paixão de Cristo durante a Semana Santa. Esse é outro evento cultural de fundamental importância, realizado na região Norte.

            A Folia de Reis é uma manifestação cultural muito comum nos estados que compõem a referida região, na qual se comemora o nascimento de Jesus Cristo, encenando a visita dos três Reis Magos à gruta de Belém para adorar o Menino-Deus. Dados relacionados a essa festa, afirmam que sua origem é portuguesa e tinha um caráter de diversão, simbolizando a comemoração do nascimento de Cristo.

Na cidade de Taguatinga, localizada no sul do estado do Tocantins, as Cavalhadas acontecem durante a festa de Nossa Senhora da Abadia, nos dias 12 e 13 de agosto. O ritual inicia-se com a benção do sacerdote aos cavalheiros, juntamente com a entrega das lanças usadas nos treinamentos para a batalha ao imperador, simbolizando que estes estão preparados para se apresentar em louvor a Nossa Senhora da Abadia e em honra ao imperador. É a representação de uma batalha de cunho religioso entre mouros e cristãos,  na qual estes últimos acabam vencendo, e ocorre a submissão dos mouros ao cristianismo.

            O Congo ou Congada é uma manifestação cultural de origem africana, mas com influência ibérica no que se refere à religiosidade. É popular em toda a região Norte do Brasil, durante o Natal e nas festividades de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito.
A congada é a representação da coroação do rei e da rainha, eleitos pelos escravos, e da chegada da embaixada, que motiva a luta entre o partido do rei e do embaixador. Vence o rei, perdoa-se o embaixador. O término ocorre na igreja com a realização do batizado dos infiéis.

            O Boi-Bumbá é uma vertente do Bumba Meu Boi, muito praticado no Brasil. É uma das mais antigas formas de distração popular. Foi introduzido pelos colonizadores europeus, correspondendo à primeira expressão de teatro popular brasileiro.

O Festival de Parintins é um dos maiores responsáveis pela divulgação cultural do Boi-Bumbá, realizado desde 1913. No Bumbódromo apresentam-se as agremiações Boi Garantido (vermelho) e o Boi Caprichoso (azul), sendo destinadas a elas três horas para cada apresentação. São três noites de apresentação, nas quais são abordados, através das alegorias e encenações, aspectos regionais, como: lendas, rituais indígenas e costumes dos ribeirinhos. Anualmente, aproximadamente 35 mil pessoas prestigiam essa manifestação cultural.

O carimbó é um estilo musical de origem negra, uma manifestação cultural marcante no estado do Pará. A dança é realizada em pares e são formadas duas fileiras de homens e mulheres, quando a música é iniciada os homens se direcionam às mulheres batendo palmas; formados os pares, eles ficam girando em torno de si mesmos.

O artesanato no Norte é bem diversificado e os trabalhos são produzidos com fibras, coquinhos, cerâmica, pedra-sabão, barro, couro, madeira, látex, entre outros. São produzidos bichos, colares, pulseiras, brincos, cestarias, potes, etc.

            Destacam-se os trabalhos artesanais indígenas, muito utilizados como enfeites, para compor a indumentária usada nos rituais e também para a produção de utensílios domésticos e na comercialização. Os Karajás são excelentes artesãos da arte plumária e cerâmica. Os Akwe (Xerente) são considerados o povo do trançado (cestaria) e os Timbiras (Apinajé e Krahô), são especialistas na arte dos trançados e artefatos de sementes nativas do cerrado.

            O capim dourado é muito utilizado pelos artesãos tocantinenses, é uma planta exclusiva do estado, sendo mais comum no Jalapão. Na produção dos artesanatos são feitas bolsas, potes, pulseiras, brincos, mandalas, chapéus, enfeites e suplast. Hoje são confeccionados aproximadamente 50 tipos de produtos, com uma característica peculiar - todos com formatos arredondados porque a fibra não permite ser dobrada.

A culinária é influenciada pela cultura indígena, baseada na mandioca e em peixes. A carne de sol é bastante consumida pela população. Nas cidades de Belém e em Manaus, o tacacá é tomado direto na cuia indígena, espécie de sopa quente feita com tucupi, goma de mandioca, jambu (um tipo de erva), camarão seco e pimenta de cheiro. O tucupi é um caldo da mandioca cozida e espremida no tipiti (peneira indígena), que acompanha o típico pato ao tucupi, do Pará. Outros elementos da culinária nortista são: tapioca, farofas, canjica, mingau, mundico-e-zefinha (doce de cupuaçu com queijo de Marajó, feito com o leite de búfala), ariá (espécie de rabanete), etc.

Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/cultura-regiao-norte.htm>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.


Disponível em: <http://brasilescola.uol.com.br/brasil/aspectos-culturais-regiao-norte.htm>. Acesso em: 01 de dezembro de 2016.

Curiosidade:O Dia do Folclore




O Dia do Folclore é comemorado, em quase todo o mundo, no dia 22 de agosto.
Foi nessa data, em 1846, que o escritor e colecionador de antiguidades William John Thoms, criou essa denominação - através da palavra folklore (em inglês, folk, que significa povo e Iore, que significa estudo). Ou seja, aquilo que nasceu do povo de forma natural e espontânea.


POSTAGEM: Mônica Regina da Cruz Corrêa Moreira


DANÇAS FOLCLÓRICAS

♫♫DANÇAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS


 
POSTAGEM: Mônica Regina da Cruz Corrêa Moreira


terça-feira, 29 de novembro de 2016

O QUE É O FOLCLORE?

 
O conceito de folclore se fundamenta no conjunto de crenças, lendas, festas, superstições, artes, costumes e tradições de um povo. Folclore  significa sabedoria popular. A palavra folclore vem da expressão inglesa folk-lore, que significa "saber do povo". O escritor e colecionador de antiguidades, William John Thoms, criou essa denominação, no século XIX, para identificar e interpretar os costumes e saberes do povo.
As manifestações folclóricas são, na verdade, a forma de pensar, de agir e de sentir de um determinado povo. Essas formas de manifestação cultural são geralmente transmitidas oralmente e através do ato de representar. Com toda sua simplicidade, o folclore apresenta características de todas as regiões de uma Nação. O folclore, como cultura popular, torna-se de fundamental importância, pois somos formados por meio de expressões culturais, costumes e tradições.
Através das diversas manifestações culturais do folclore, pode-se conhecer a cultura e a tradição de povos antigos e compreender a ressignificação dessa cultura antiga, presente nos dias de hoje. As crenças, mitos, lendas, festas, superstições e artes são a essência de um povo. Na história da humanidade, as pessoas, em todas as culturas, buscaram e buscam explicações sobrenaturais para as coisas que não entendem.
Assim, os mitos, as crenças e as lendas se fazem presentes no nosso cotidiano, mesmo que inconscientemente, na medicina popular, na religião, nos ditados populares, nas simpatias e nas estórias que sempre apresentam um cunho moral no final. Essas manifestações são de autoria desconhecida e passadas através dos tempos, ou seja, de geração em geração. O saber de um povo não é encontrado nos ambientes escolares, pois esse conhecimento pode ser produzido por qualquer pessoa.







POSTAGEM: Mônica Regina da Cruz Corrêa Moreira

O Curupira ( HD) - Série Juro que vi



As crianças ficam vidradas nesses curtas floclóricos da série Juro que Vi. Vale a pena!!

Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=2-W2LmqjHSI>

Postado por: Dielly Silva de Souza